"É raro para um serial killer guardar recortes de jornais de seus crimes ou ter uma gaveta cheia de suvenires. Mesmo o mais compusivo e obsessivo sabe que itens pessoais podem provar sua ligação com a vítima. Em muitos casos, eles preferem retornar ao local do assassinato ou ficar em meio à multidão enquanto a polícia investiga a cena. Seu senso inflado de valor e a impetuosidade em seguir o caso podem até levá-los a se juntas como voluntários ou oferecer um relato como testemunha.
O único fato concreto que pode ser tirado desse mito é que quase todos os serial killers vêm de passados disfuncionais e a vasta maioria é de homens, quase todos tendo sofrido abusos de um tipo ou de outro em sua infância ou adolescência. Julga-se que os homens são predominantes porque os assassinos mais violentos são sexualmente motivados ou são resultados de uma perversa luta homem-mulher por poder. Alguns especulam que isso está relacionado com níveis de testosterona ou processos mentais masculinos. As serial killers são minoria porque mulheres geralmente internalizam a raiva. Elas tendem a se punir com drogas, álcool, relações autodestrutivas ou suicídio. Aquelas que matam são mais prováveis de ferir suas próprias crianças ou pessoas que estejam sob seus cuidados, enquanto homens infratores frequentemente atacam estranhos."
em Por Dentro das Mentes Assassinas, por Paul Roland